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Pensão por Morte: Qual o Valor Mínimo em 2026? Veja Regras e Cálculo

MMarcio Albuquerque · 22/04/2026 · 8 min de leitura

⚡ Resumo rápido

O valor mínimo da pensão por morte em 2026 é de R$ 1.518,00 (um salário mínimo), garantido para quem não tem outra renda. O INSS usa a fórmula 50% + 10% por dependente sobre o benefício do falecido. Se você tem outra fonte de renda, a pensão pode ficar abaixo do mínimo. Cônjuges com 45+ anos recebem de forma vitalícia.

R$ 1.518
piso da pensão em 2026
60%
cota para 1 dependente
100%
cota máxima (5+ dependentes)

Perdeu um familiar que contribuía para o INSS e quer saber quanto vai receber? Em 2026, o valor mínimo da pensão por morte é R$ 1.518,00 por mês. Mas atenção: depois da Reforma da Previdência, nem todo mundo tem essa garantia. Quem já recebe outra renda pode receber menos. Veja abaixo como funciona o cálculo, quem tem direito e o passo a passo para pedir.

💰Qual é o valor mínimo da pensão por morte em 2026?

O piso da pensão por morte em 2026 é de R$ 1.518,00. Esse valor equivale a um salário mínimo. A garantia vale quando a pensão é sua única fonte de renda.

Porém, a Reforma da Previdência (EC 103/2019) mudou uma regra importante. Se você já recebe aposentadoria própria, salário ou outro benefício, o INSS não garante o piso. A pensão pode ficar abaixo de R$ 1.518,00.

O teto máximo da pensão é o mesmo teto do INSS: R$ 8.157,41. Na prática, a maioria das famílias recebe entre o mínimo e R$ 3.000,00.

🧮Como o INSS calcula a pensão por morte após a Reforma?

O cálculo tem duas etapas. Primeiro, o INSS encontra o valor base. Depois, aplica a cota dos dependentes.

Etapa 1 — Valor base:

Etapa 2 — Cota dos dependentes:

Sobre o valor base, aplica-se 50% + 10% por cada dependente habilitado. O máximo é 100%.

📊Tabela de cotas: quanto cada dependente recebe

Veja como o número de dependentes muda o valor da pensão:

DependentesCotaExemplo (base R$ 2.000)
160%R$ 1.200,00
270%R$ 1.400,00
380%R$ 1.600,00
490%R$ 1.800,00
5 ou mais100%R$ 2.000,00

Quando um dependente perde o direito (filho que completa a idade, por exemplo), sua cota de 10% é extinta. O valor dos demais não aumenta.

⚠️Quando a pensão pode ser menor que um salário mínimo?

Essa é a dúvida que mais pega as famílias de surpresa. Após a Reforma de 2019, a pensão pode sim ser inferior a R$ 1.518,00. Existem dois casos principais:

Só tem garantia do salário mínimo quem depende exclusivamente da pensão para sobreviver.

👥Quem tem direito à pensão por morte do INSS?

O INSS divide os dependentes em 3 classes. Se existir alguém na classe 1, as classes 2 e 3 não recebem.

Classe 1 (não precisa provar dependência):

Classe 2:

Classe 3:

Quem vive em união estável tem os mesmos direitos de quem é casado no papel.

Quanto tempo dura a pensão por morte?

Para cônjuge ou companheiro, a duração depende da idade na data do falecimento. Mas existe uma condição prévia.

Se o falecido tinha menos de 18 contribuições ao INSS ou o casamento durou menos de 2 anos, a pensão dura apenas 4 meses.

Nos demais casos, veja a tabela:

Idade do dependenteDuração
Menos de 22 anos3 anos
22 a 27 anos6 anos
28 a 30 anos10 anos
31 a 41 anos15 anos
42 a 44 anos20 anos
45 anos ou maisVitalícia

Filhos recebem até completar 21 anos. Filhos com deficiência não têm limite de idade.

📋Como pedir a pensão por morte: passo a passo

Você pode solicitar sem sair de casa. Siga este caminho:

  1. Acesse o Meu INSS (site gov.br/meuinss ou aplicativo). Faça login com sua conta Gov.br.
  2. Clique em 'Novo Pedido' e busque por 'Pensão por Morte Urbana' ou 'Rural'.
  3. Preencha os dados do falecido e os seus como dependente.
  4. Anexe os documentos: certidão de óbito, documentos pessoais, certidão de casamento ou declaração de união estável.
  5. Acompanhe o pedido pelo Meu INSS ou ligue para o 135.

O prazo médio de análise é de 45 a 90 dias. Se pedir em até 180 dias após o óbito, o INSS paga retroativo. Para filhos menores de 16 anos, esse prazo é de 90 dias.

Ficou com dúvida sobre o seu caso? Fale com um especialista pelo WhatsApp e tire suas dúvidas sem compromisso.

🔄Posso acumular pensão por morte e aposentadoria?

Sim, mas com redução. Desde a Reforma de 2019, quem acumula pensão + aposentadoria recebe o benefício maior integralmente. Do benefício menor, recebe por faixas:

Exemplo: sua aposentadoria é R$ 2.000 e a pensão é R$ 3.000. Você recebe R$ 3.000 integrais (o maior). Da aposentadoria (menor), mantém R$ 1.518 + 60% de R$ 482 = R$ 1.807,20. Total: R$ 4.807,20.

⚠️
Cuidado com o prazo de 180 dias!: Se você demorar mais de 180 dias para pedir a pensão, o INSS só paga a partir da data do pedido — não da data do óbito. Você pode perder meses de pagamento. Para filhos menores de 16 anos, o prazo é ainda menor: 90 dias. Não deixe para depois.

Perguntas frequentes

Qual o valor mínimo da pensão por morte em 2026?
O piso é de R$ 1.518,00, equivalente a um salário mínimo. Esse valor é garantido para quem depende exclusivamente da pensão. Se o dependente já recebe outra renda, como aposentadoria própria, a pensão pode ficar abaixo desse piso.
A pensão por morte pode ser menor que um salário mínimo?
Sim. Desde a Reforma de 2019, a pensão pode ser inferior ao mínimo se o dependente tiver outra fonte de renda. O INSS só garante o piso de R$ 1.518,00 para quem vive exclusivamente da pensão por morte.
Viúva ou viúvo recebe pensão para sempre?
Depende da idade na data do óbito. Cônjuges com 45 anos ou mais recebem pensão vitalícia. Abaixo dessa idade, a duração varia de 3 a 20 anos. Se o casamento tinha menos de 2 anos ou o falecido menos de 18 contribuições, dura só 4 meses.
Posso receber pensão por morte e aposentadoria juntas?
Sim, mas não recebe os dois valores inteiros. Você fica com o maior integralmente e uma parcela do menor, calculada por faixas. Até um salário mínimo, mantém 100%. Acima disso, as faixas vão de 60% a 10%.
Quanto tempo demora para o INSS liberar a pensão por morte?
O prazo médio é de 45 a 90 dias. Faça o pedido pelo Meu INSS (site ou app) ou pelo telefone 135. Se solicitar em até 180 dias após o óbito, o INSS paga retroativo desde a data do falecimento.
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Marcio Albuquerque
Pesquisador em Direito Previdenciário · +20 anos